10 deficiências nutricionais que podem causar depressão

Rudney Dicas Saúde 03-02-16 depressão, depressão tratamento comentários

A depressão é um transtorno de humor que faz com que sentimentos como a tristeza, raiva e uma perda geral de interesse na vida, sejam persistentes o que interfere com as atividades diárias de uma pessoa. Vários fatores podem estar relacionados à depressão, dentre eles estão as deficiências de nutrientes.

Outros sinais e sintomas de depressão incluem perda de apetite, perda de peso significativa ou ganho de peso, alterações nos padrões de sono, falta de energia, dificuldade de concentração e dor inexplicável. Algumas das causas e fatores de risco para a depressão incluem isolamento social, estresse, história familiar de depressão, problemas de relacionamento, estresse financeiro, trauma ou abuso de crianças, abuso de álcool ou drogas e certas condições de saúde.

Deficiências de nutrientes, também contribuem para o problema. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que sofrem de depressão e transtorno de humor, são deficientes em vários nutrientes.

Deficiências nutricionais que podem causar depressão

Lembre-se sempre de que os alimentos que consumimos alimentam o corpo e o cérebro, que representa a maior parte de suas demandas metabólicas. Aqui estão as principais deficiências de nutrientes que podem causar depressão.

1 – Ácidos graxos ômega-3

Os ácidos graxos ômega-3 tem muitos benefícios à saúde. Eles desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso central.

O ômega-3 contém DHA (ácido docosahexaenoico) que é fundamental para a estrutura das células do cérebro, e EPA (ácido eicosapentaenóico), que contribui com a função dos neurônios e ainda reduz a inflamação.

Além disso, os ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a alcançar níveis mais baixos de colesterol ruim e contribuir para a saúde geral do coração.

Um estudo de 2007 publicado no Medical Hypotheses, informa que a deficiência de ômega-3 é maior em pessoas com transtorno depressivo, isso se deve à interação entre a dieta e uma anormalidade determinada geneticamente no metabolismo fosfolipídico.

Em um estudo de 2014 publicado na Medicina Oxidativa e Longevidad Celular, os pesquisadores relataram que a ingestão adequada de ácidos graxos ômega-3 pode ajudar a prevenir e tratar a depressão.

Para fornecer a seu corpo uma quantidade adequada de ácidos graxos ômega-3, coma mais de linhaça, peixes gordos como o salmão, nozes e ovos. Você também pode tomar um suplemento de ômega-3, após consulta médica.

2 – Vitamina D

A deficiência de vitamina D tem sido associada à depressão, demência e autismo. Esta vitamina ajuda na produção de serotonina, o hormônio do cérebro associado com a elevação do humor e felicidade.

Um nível adequado de serotonina ajuda a prevenir e tratar a depressão leve. Além disso, a vitamina D é importante para o sistema imunitário e a saúde dos ossos.

Um estudo de 2010 publicado no Jornal Internacional de Enfermidade Mental observou que a deficiência de vitamina D é comum entre os adolescentes, idosos, pessoas obesas e pessoas com doenças crônicas. Também é relatado que essas pessoas estão em maior risco de depressão.

Além disso, em um estudo de 2014, pesquisadores descobriram uma ligação entre Transtorno Afetivo Estacional e a falta de luz solar. Os investigadores observaram que a vitamina D está envolvida na síntese de serotonina e dopamina no cérebro, os dois químicos que estão ligados à depressão. A vitamina D é produzida pelo corpo através exposição ao sol e também está presente em certos alimentos.

3 – Zinco

O zinco é outro micronutriente essencial que seu corpo precisa para ajudar a reduzir o risco de depressão. Este nutriente desempenha um papel chave em funções neuronais. Ele aumenta a produção de neurotransmissores e seu funcionamento. Também está envolvido em mais de 250 vias bioquímicas independentes que apoiam as funções de diferentes órgãos.

Um estudo de 2011 publicado em Progress in Neuro-Psychopharmacology e Psiquiatria Biológica, explicou o papel do zinco em vias inflamatórias neurodegenerativas na depressão. Além disso, um estudo de 2013 publicado em Biological Psychiatry, diz que a depressão está associada a uma menor concentração de zinco no sangue periférico.

Consumir alimentos ricos em zinco pode ajudar a corrigir essa deficiência. Boas fontes incluem carne vermelha, ovos, frutos do mar, vegetais, legumes, nozes, sementes, grãos integrais e laticínios orgânicos. Você também pode optar por suplementos, após consultar o seu médico.

4 – Selênio

O selênio também é essencial para o funcionamento do cérebro e ajuda a melhorar o humor e sintomas depressivos. Além disso, desempenha um papel importante para o bom funcionamento da tiroide. Uma tireoide saudável é importante para a saúde mental.

Um estudo de 2012, indica que a baixa ingestão de selênio na dieta, está associada com um risco aumentado de transtorno depressivo. O papel do selênio como um antioxidante e como um constituinte de selenoproteínas, ajuda na prevenção e no tratamento da depressão.

Da mesma forma, um estudo publicado em 2015 no Journal of Nutrition, informou que baixas concentrações de selênio sérico estão associadas a sintomas depressivos e estados de ânimo baixos entre os jovens adultos.

Você pode obter o selênio de fontes alimentares, como o nozes, carnes magras, peixes, feijões, ervilhas, ovos, peru, frango e frutos do mar.

5 – Magnésio

O magnésio é outro nutriente importante que, quando não é suficiente no corpo pode levar a estados de depressão. O magnésio ajuda ativar a produção de enzimas de serotonina e dopamina.

Também influencia vários sistemas associados com o desenvolvimento de depressão, além de manter os ossos saudáveis, reduzir a ansiedade e pressão arterial.

Um estudo de 2006 publicado no Medical Hypotheses, relata que a deficiência de magnésio é a causa, na maioria dos casos, de depressão e problemas relacionados à saúde mental, incluindo a perda de QI.

Para prevenir a deficiência de magnésio, coma alimentos como algas, amêndoas, abacate, banana, feijão, sementes de abóbora, cereais integrais orgânicos, farelo e vegetais verdes.

Além disso, evite o consumo excessivo de álcool, sal, açúcar, café e bebidas não alcoólicas, todos os quais podem reduzir o nível de magnésio.

6 – Vitamina B12

Vitaminas do complexo B são importantes para o corpo e saúde mental. Em particular, a vitamina B12 ajuda na formação de células vermelhas do sangue e a manutenção de um sistema nervoso saudável.

Na verdade, a deficiência de vitamina B12 pode ser a principal razão por trás da depressão. Além disso, a vitamina B12 ajuda a obter menores níveis de homocisteína, um subproduto do metabolismo das proteínas. Os níveis elevados de homocisteína aumentam o risco de depressão.

Um estudo de 2009 publicado no Journal of Clinical Psychiatry, ilustra a importância de considerar a possibilidade de deficiência de vitamina B12, especialmente entre os idosos com depressão.

Outro estudo publicado na Neurology 2013, destaca a importância da suplementação de vitamina B12 no tratamento do transtorno depressivo. Os doentes tratados com vitamina B12 e antidepressivos, mostraram melhora significativa nos sintomas depressivos.

Para prevenir a deficiência de vitamina B12, coma alimentos como carnes magras, peixes, aves, ovos, laticínios orgânicos, levedura nutricional, cereais fortificados. Você também pode considerar tomar um suplemento de vitamina B todos os dias, após consultar o seu médico.

7 – Folato

O folato, é uma vitamina B solúvel em água, necessária para a biossíntese adequada dos neurotransmissores da serotonina, dopamina e epinefrina. A falta de ácido fólico na sua dieta pode afetar a sua saúde mental e até mesmo levar à depressão.

Além disso, níveis baixos de folato no corpo podem atrasar o efeito de muitos antidepressivos. O folato pode até mesmo ajudar a prevenir defeitos congênitos, doenças do sangue e câncer.

Em um estudo de 2008, publicado no Alternative Medecine Review, demonstrou a ligação entre a deficiência de ácido fólico (forma sintética do folato) e depressão. O estudo também enfatizou que os suplementos de ácido fólico melhoram significativamente a resposta antidepressiva.

Um estudo anterior de 2005, publicado no Journal of Psychopharmacology, sugere que ambas as doses orais de ácido fólico e vitamina B12 ajudam a melhorar os resultados do tratamento da depressão.

O folato pode ser encontrado em alimentos como o vegetais folhosos verde escuro, feijão, frutas cítricas e vegetais.

8 – Vitamina B6

Uma deficiência de vitamina B6 também pode levar a depressão e outras desordens cognitivas. Este nutriente contribui para a criação de neurotransmissores e substâncias químicas cerebrais que afetam o humor. Também ajuda a manter um sistema nervoso saudável.

Além disso, a vitamina B6 ajuda o organismo a absorver a vitamina B12, o qual sua deficiência está também ligada à depressão.

Um estudo de 2004 publicado em Psicoterapia e Psicossomática, sugere que baixos níveis de vitamina B6 está associado a sintomas de depressão. No entanto, este estudo não diz nada sobre se o tratamento com vitamina B6 melhora os sintomas.

Alguns alimentos fontes excelentes de vitamina B6 incluem carne, aves, peixe, legumes, queijo, batatas, bananas, melancia, espinafre e sementes de girassol.

9 – Ferro

A deficiência de ferro, um problema comum em mulheres, também pode causar depressão. Este nutriente é um componente importante no desenvolvimento e funcionamento cognitivo, senso-motor, e desenvolvimento sócio-emocional.

Além disso, a deficiência de ferro conduz a um número insuficiente de glóbulos vermelhos, o que pode causar sintomas de depressão, tais como fadiga, confusão mental, perda de apetite e irritabilidade.

Um estudo publicado em 2013 em BMC Psychuitry, diz que a anemia por deficiência de ferro foi significativamente associada com um risco aumentado de transtorno depressivo unipolar e transtorno bipolar, transtorno de ansiedade, déficit de atenção/hiperatividade, atraso de desenvolvimento e retardo mental em crianças e adolescentes.

Para aumentar a ingestão de ferro, coma alimentos como carne vermelha, beterraba, peixe, farinha de aveia, manteiga de amendoim, espinafre, feijão, romã e ovos. No entanto, para aumentar a absorção de ferro no organismo, não se esqueça de comer alimentos ricos em vitamina C.

10 – Aminoácidos

Aminoácidos são blocos de construção das proteínas, que são precursores de neurotransmissores. O cérebro usa-os para fazer neurotransmissores necessários para um melhor desempenho. Uma deficiência de aminoácidos pode causar uma variedade de transtorno de humor, incluindo depressão e ansiedade.

Há nove aminoácidos necessários para várias funções diferentes. Por exemplo, o ácido amino-5-hidroxitriptofano (5-HTP) ajuda a aumentar os níveis de serotonina no corpo.

Um outro aminoácido, a glutamina, promove a síntese de proteína e melhora o equilíbrio de nitrogênio. Um estudo de 1993 publicado no Journal of Parenteral e Enteral Nutrition, observou que os pacientes que receberam suplementação de glutamina, mostraram melhora do humor.

À medida que os nove aminoácidos não podem ser fabricados pelo corpo, é necessário incluir alimentos como ovos, peixe, grãos, sementes e frutos secos na sua dieta.

Mais informações

Como você viu, é importante considerar as deficiências de nutrientes entre as causas da depressão. Antes de partir para a medicação, consulte o seu médico e peça para solicitar exames para descobrir se existe qualquer deficiência nutricional em seu corpo e talvez isso poderia ser a única razão pela qual você está apresentando que os sintomas depressivos.

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