10 coisas que você deve saber sobre a doença de Alzheimer

Rudney Doenças 12-08-16 alzaimer, Alzheimer, Mal de Alzheimer comentários

O Alzheimer ocorre devido à redução na produção de acetilcolina cerebral (neurotransmissor), causando uma deterioração no desempenho dos circuitos colinérgicos dos sistemas cerebrais. É difícil determinar quem irá desenvolver a doença de Alzheimer, uma vez que é um distúrbio complexo, de causa desconhecida, que, aparentemente, intervém múltiplos fatores.

A doença de Alzheimer é uma doença de evolução lenta. Uma vez que os primeiros sintomas até uma fase mais grave podem levar anos, dependendo de cada pessoa. Apesar de não existir um tratamento para reverter o processo degenerativo resultante da doença, estão disponíveis algumas drogas que podem retardar, em certas fases da doença, a progressão da patologia.

Dados sobre a doença de Alzheimer

1 – A doença de Alzheimer é uma doença cerebral irreversível e progressiva que destrói lentamente a memória, o pensamento, linguagem e, eventualmente, até a capacidade de realizar as tarefas mais simples. Na maioria dos afetados, os sintomas de Alzheimer aparecem pela primeira vez depois dos 60 anos de idade. A formação de placas amiloides e emaranhados neurofibrilares no cérebro são duas das características principais da doença.

2 – Atualmente, cerca de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem da doença de Alzheimer e outras demências. O Relatório Mundial de Alzheimer de 2010 divulgado pelo Instituto Karolinska, na Suécia e King’s College de Londres, estima que o número de doentes vai dobrar até 2030 e triplicar até 2050.

3 – Ter resistência à insulina ou diabetes tipo 2 aumenta o risco de desenvolvimento de placas cerebrais associadas com a doença de Alzheimer, como recentemente demonstrado por Kensuke Sasaki, professor de neuropatologia da Universidade Kyushu, em Fukuoka, no Japão.

4 – Um estudo pioneiro coordenado pelo Hospital Clínic de Barcelona e lançado no The American Journal of Medicine em março passado, associou pela primeira vez os distúrbios ligados a funções cerebrais superiores com elevados níveis de colesterol no sangue.

5 – Altas doses de vitamina B poderia reduzir pela metade o encolhimento do cérebro em pessoas mais velhas e alguns sinais da doença de Alzheimer, segundo um estudo realizado por cientistas do projeto de Oxford Pesquisa da Memória e Envelhecimento (OPTIMA, sigla em Inglês).

6 – As pessoas com mal de Alzheimer que têm uma cabeça grande possuem uma melhor memória e capacidade de pensar que os pacientes com a mesma doença e uma cabeça menor, mesmo que o Alzheimer tenha acabado com o mesmo número de neurônios em ambos os casos, de acordo com um estudo publicado na revista Neurology.

7 – Cerca de 70% dos doentes de Alzheimer não respondem ao tratamento ou é pouco satisfatório, como alertou o presidente da Associação Mundial de Medicina Genômica, Ramón Cacabelos.

8 – Pesquisadores da Universidade de Granada (Espanha) desenvolveram um sistema inteligente que pode antecipar o diagnóstico da doença de Alzheimer. Se trata de processar imagens do cérebro usando técnicas de tomografia computadorizada, após a administração de um radiofármaco para o paciente por via intravenosa. Os pesquisadores compararam os resultados com algoritmo de classificação automática, desenvolvidos a partir de um banco de dados com imagens do cérebro de pessoas doentes e saudáveis, o que permite a classificação com uma precisão perto de 95%.

9 – Um novo artigo científico publicado na revista Neurochemical Research, sugere que o extrato de nozes tem efeito protetor contra o estresse oxidativo e morte celular que ocorrem nos cérebros de pacientes com Alzheimer.

10 – Um estudo australiano publicado em Setembro de 2008 no “Journal of the American Medical Association”, afirma que uma atividade física de intensidade média que pode ser feito em casa por algumas horas na semana pode melhorar, entre outras coisas, as funções cerebrais.

Mais informações

Em geral, manter hábitos saudáveis de vida ​​pode reduzir em até 40% os casos de Alzheimer. Em adição, manter uma dieta equilibrada, com pouca gordura protege contra a disfunção cognitiva e, segundo estudos, a vitamina E tem um efeito protetor contra essa doença.

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